segunda-feira, 5 de julho de 2010

Julio Cultural

Lançamento do Julho Cultural tem Naná Vasconcelos pela primeira vez em Jaú
19º Festival de Artes da cidade prioriza cênicas, música, debates e oficinas e terão como destaque espetáculos cênicos como Lamartine do CPT de Antunes Filho, Cia Lume, Cia Trucks,o palhaço espanho Koldo Vio do Circo Du Soleil, o Prêmio Shell de Teatro 2009 – Eduardo Okamoto, Cia de Dança Verve, o internacional de Honk Kong Teatro de Silêncio e shows de Naná, Hermeto Pascoal, Flávio Guimarães, Nelson Ayres Trio, Tião Carvalho, a Orquestra Bachiana Jovem de João Carlos Martins e dia 17/07 Jorge Benjor no Parque do Rio Jahu
A Secretaria de Cultura e Turismo lança neste sábado, dia 03, a 19º edição do Julho Cultural e traz, pela primeira vez na cidade, o percussionista Naná Vasconcelos, que se apresenta no Teatro Municipal Elza Munerato às 20:30h. A partir das 19 horas haverá Cerimônia de Abertura do Festival.Naná é reconhecido e consagrado como o principal nome da percussão mundial, vencendo oito vezes o prêmio de melhor do mundo. Também no sábado, o percussionista fará Workshop Orgânico na Praça do Museu às 10h.NASCE O FESTIVAL “Nasce um Festival Nacional...” assim assegura o secretário de Cultura e Turismo André Galvão de França quando visualiza a programação do 19º Julho Cultural.
A vinda de artistas e espetáculos com conceito, premiados e de renome nacional e internacional nas áreas de cênica e música e oficinas e debates com a nata da cultura brasileira coloca o Julho Cultural no rol dos grandes festivais do país.
O 19º Julho Cultural transcende o país e tráz espetáculos e artistas da Espanha, Honk Kong, Recife, São Paulo, Arapiraca (AL), Araraquara, São Carlos, Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Londrina e Campo Mourão do Paraná, Bauru e Jaú.
Na programação de Artes Cênicas espetáculos de circo do grupo Asfaci e o palhaço espanhol do Circo Du Soleil Koldo Vio, o espetáculo Lamartine com a companhia teatral CPT coordenado por Antunes Filho, clássicos da mímica do Megamini, o premiado teatro de animação Cia. Trucks, o Teatro de Senhoritas, Teatro do Silêncio e o espetáculo “Cravo, Lírio e a Rosa” do Lume e Eldorado com Eduardo Okamoto, Premio Shell 2.009 de melhor ator, a dança do Grupo Verve c/ o Impermanente, além de grupos de Jaú como o premiado pelo Ponto de Cultura Circênico e o vencedor do Mapa Cultural Estadual - Epifania.
"Conceitual, eclética, sofisticada, abrangente e diferenciada acredito que esses adjetivos traduzam bem o que pretendemos com a programação de Artes Cênicas do 19º Julho Cultural, com espetáculos que contemplam todos os gostos, estilos e idades com grupos de teatro, circo e dança renomados de todo país, uma programação a dar orgulho de fazer parte e que hoje, tranquilamente, pode ser indicado como um dos maiores festivais do estado de São Paulo e do país" explica Carolina Panini, Diretora de Cênicas da Secretaria de Cultura
Na programação musical, nomes como Naná Vasconcelos, Cubanistas, Nelson Ayres, Flavio Guimarães, o multi-instrumentista Hermeto Pascoal, o circo cultural de Tião Carvalho, atrações locais como Continental Jazz, lançamento do cd de Laerte Maziero, 60 anos de Conservatório Jauense de Música, tributos de Cazuza, Tim Maia e Vinicius de Moraes, bandas de rock locais, o maestro João Carlos Martins e a Bachianas Jovem e no dia 17/07, show imperdível de Jorge Benjor no Parque do Rio Jahu
“...Conceito, informação, musicalidade, versatilidade, diversidade de culturas, emoção, mistura cultural, encontro das tribos são situações do Julho Cultural deste ano, que visa interagir entre as diversas faces que a música nos proporciona.....” salienta o Diretor de Música Betinho Padrenosso sobre a programação na área musical. A programação musical, também terá workshops com grandes nomes da música instrumental brasileira (de 13 a 16 de julho), Fabio Torres (piano) – Edu Ribeiro (bateria) - Vinicius Dorin (saxofone) – Djalma Lima (guitarra) e Pixinga (contrabaixo).Além de shows e oficinas nas áreas de cênicas e músicas, o Julho Cultural terá também Debates : Gabriel Guimard (Cultura e Infância); Célio Turino (Cultura Viva); Zulu Araújo (Painel Cultural Afro Brasileira) ; Bernardo Pelegrini (Cultura e Habitat) e Leopoldo Nunes (Cultura e Comunicação). Os debates acontecerão também no Centro Cultural. Nos espetáculos no Teatro Municipal e em locais fechados como Espaço Circênico, a Secretaria de Cultura informa que as apresentações terão tolerância de 15 minutos de atraso. Após, as portas serão fechadas para preservar a qualidade do espetáculo e o respeito aos artistas no palco.Naná Vasconcelos abre o FestivalNaná traz para a abertura do Julho Cultural o show “ O Bater do Coração” Mesmo depois de duas décadas tocando pelo mundo, morou em Paris e Nova York, as influências de sua terra estão presentes em tudo o que faz. Foi por oito vezes consecutivas aclamado como melhor percussionista do mundo pela revista norte-americana Down Beat. Dotado de uma curiosidade intensa, indo da música erudita do brasileiro Villa-Lobos ao roqueiro Jimi Hendrix, Naná aprendeu a tocar praticamente todos os instrumentos de percussão, embora nos anos 60 tenha se especializado no berimbau. Nos anos 70 Naná fixou residência em Paris, onde gravou o seu primeiro álbum - “Africadeus”. No Brasil, gravou o seu segundo disco “Amazonas”. Começou, então, uma bem-sucedida parceria com o pianista e compositor Egberto Gismonti, durante oito anos, que resultou em três álbuns - “Dança das Cabeças”, “Sol do Meio-Dia” e “Duas Vozes”.Naná trabalhou com artistas das mais variadas tendências, gravou com B.B King, com o violinista francês Jean-Luc Ponty e com o grupo de rock americano Talking Heads, liderado por David Byrne. Atuou diretamente nas trilhas dos filmes "Procura-se Susan Desesperadamente”, de Susan Seidelman, estrelado por Rosanna Arquette e Madonna, e "Down By Law", do cultuado diretor Jim Jarmusch, além de “Amazonas”, de Mika Kaurismäki. O trabalho de Naná sempre demonstrou a amplitude do seu talento, e nos anos 80 gravou o disco “Saudades”, concerto de berimbau e orquestra. Depois, vieram os álbuns “Bush Dance” e “Rain Dance”, suas experiências com instrumentos eletrônicos. Daí por diante, Naná esteve envolvido mais diretamente com o cenário musical brasileiro ao fazer participações especiais em álbuns de Milton Nascimento, Caetano Veloso, Marisa Monte e Mundo Livre S/A, entre outros. No fim de 2005, lançou “Chegada”, pela gravadora Azul Music, e em 2006, o CD intitulado “Trilhas”. Uma trajetória de vida que esbanja virtuosismo musical e integridade pessoal em tudo o que faz e toca.Ele acaba de realizar o projeto Língua Mãe, regendo 120 crianças de três países de língua portuguesa, Angola, Portugal e Brasil, acompanhadas pela Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, em pleno cinquentenário de Brasília. Antes, em fevereiro, conduziu pela nona vez consecutiva a abertura oficial do Carnaval do Recife, regendo 600 batuqueiros de 17 nações de maracatu.Workshop OrgânicoNaná Vasconcelos irá ministrar um workshop orgânico para um público diversificado. Segundo suas próprias palavras: é o entendimento dos ritmos através do corpo. Mais que isso, o workshop oferece infinitas possibilidades, desde despertar a criatividade, passando pelo autoconhecimento, conscientização respiratória, senso de grupo e, até mesmo, o relaxamento. “O que aprendemos através do corpo fica impresso no que podemos chamar de memória corporal. Por isso, não se esquece mais, diferente dos ensinamentos teóricos”, ressalta Naná. O workshop pode abranger vários tipos de grupo. Além de ser indicado para o público em geral, não importando nem mesmo a idade, o trabalho pode ser feito tanto para pessoas do meio artístico, incluindo músicos (não necessariamente percussionistas), cantores, atores e bailarinos, como também para funcionários de empresas, como um trabalho de sensibilização em convenções específicas ou mesmo como inspiração para exercícios de relaxamento e senso de equipe praticados no dia-a-dia. Durante o workshop, Naná também conta um pouco de sua trajetória e revela aspectos da cultura africana miscigenada no Brasil, resultando em ritmos como o samba e o maracatu. Sua inspiração para montar esse workshop surgiu de um trabalho realizado na França, com crianças que apresentavam dificuldade de coordenação motora em suas atividades comuns. “O workshop tem a vocação de liberar sentimentos, expressões, movimentos e sons que a própria pessoa desconhecia em si mesma. Noto com freqüência que os participantes saem leves e felizes dessa experiência orgânica”, conclui Naná. O workshop será realizado na Praça do Museu, dia 03/07, ás 10h e as inscrições podem ser feitas na Secretaria de Cultura e Turismo.
EVENTO: Lançamento Julho Cultural SHOW: Naná VasconcelosLOCAL: Teatro Municipal Elza MuneratoHORÁRIO: 20:30DATA: 03/07/2010EVENTO: Workshop com Naná VasconcelosLOCAL: Praça do MuseuHORÁRIO: 10hDATA: 03/07/2010PÚBLICO: GeralMaiores informações: Secretaria de Cultura e Turismo (3602-4777)

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